COMO SERÁ 2019? VEJA AS PERSPECTIVAS PARA O SETOR DE LOCAÇÃO

Há uma sensação de otimismo, em especial por parte das empresas de locação de máquinas, embora o novo governo precise evitar fragilidade política

Por Wesley Queiroz

Após as incertezas econômicas e políticas que assombraram o empresariado brasileiro, desde o governo Dilma até os altos índices de rejeição durante o período de Michel Temer, o final de 2018 parece representar alívio e confiança na retomada da economia.

Com Jair Bolsonaro na presidência existe uma sensação de otimismo à vista, em especial por parte das empresas de locação de máquinas, embora seja preciso entender que o presidente eleito terá que tomar uma série de cuidados para ter sucesso em seu mandato. O primeiro deles é evitar a fragilidade política. Para Luís Artur Nogueira, jornalista, economista e editor da Revista Isto é Dinheiro, sem estabilidade política no Palácio do Planalto, o congresso passará a barrar as medidas propostas pelo governo vigente.

“O que determinou a morte do governo Temer foi à delação de Joesley Batista”, avalia Nogueira. “A partir desse episódio, a estabilidade política desandou e o apoio que Michel Temer tinha do Congresso acabou. Depois com a greve dos caminhoneiros a governabilidade de Temer foi finalmente sepultada”, diz.

No atual cenário, é fundamental que Bolsonaro tenha um aliado na presidência da câmara para que haja maior facilidade de colocar projetos de seu interesse em votação. Além disso, se o presidente da câmara for seu aliado, a probabilidade de um impeachment ser aprovado é mínima, ao contrário do que aconteceu no episódio da ex-presidente Dilma Roussef, quando o então ex-presidente da câmara, Eduardo Cunha, não pensou duas vezes em colocar seu impeachment em votação.

Equipes investigadas

Michel Temer teve toda sua equipe investigada pela Lava Jato, mais um aspecto que minou sua governabilidade. Vale um destaque aqui para um dos investigados: Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria do Governo de Temer, hoje cumpre prisão em regime fechado após a polícia federal de Salvador encontrar R$ 51 milhões num imóvel utilizado pelo ex-ministro como uma espécie de bunker para esconder o dinheiro.

Atualmente Jair Bolsonaro precisa proteger sua governabilidade evitando a formação de uma equipe investigada. No entanto já temos o futuro Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sendo investigado após ter sido citado em depoimentos de delação premiada.

Os delatores entregaram à Procuradoria-Geral da República uma planilha descrevendo que Onyx supostamente recebeu repasse no valor de R$ 100 mil através de caixa 2 em 2012.

Em entrevista ao G1, Jair Bolsonaro afirma que qualquer comprovação de irregularidades de alguém do seu governo e que esteja ao seu alcance, a pessoa envolvida não será poupada. O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, alegou que caso sejam comprovadas as irregularidades, Onyx terá que se retirar do governo.

Por outro lado, Paulo Guedes, coordenador do programa econômico de Bolsonaro traz ideias ousadas e que prometem um cenário econômico otimista para o país. Guedes pretende priorizar a privatização de estatais para diminuir a dívida pública. O coordenador estima que o valor arrecadado com as privatizações pode chegar a R$ 1 trilhão. Com o capital arrecadado também será possível reduzir os juros do país e tornar o mercado mais atrativo para investimentos.

Uma das principais medidas fiscais que a Guedes está buscando é a modificação da atual regra do teto de gastos. Por enquanto em 2019 está determinado que as despesas obrigatórias do governo federal devem alcançar 93% do seu orçamento. O futuro Ministro da economia pensa em retirar as regras de despesas obrigatórias para que o orçamento se torne menos engessado e mais flexível, facilitando no momento de decidir as prioridades de gastos.

A equipe de transição também propõe investir em infraestrutura para alavancar o crescimento do setor privado, a execução da reforma da previdência (não aprovada no Governo Temer) e ainda promete deixar o déficit do país igual a zero em um ano.

O quadro do setor de locação de máquinas

De acordo com Luís Artur Nogueira, a Operação Lava Jato afetou indiretamente o setor de locação de máquinas na medida em que as grandes empreiteiras paralisaram suas obras após serem investigadas. “No momento em que a Lava Jato desvendou o esquema do petrolão na Petrobrás, as grandes obras desapareceram. Os locadores sentiram isso na pele, já que ficaram sem seus principais clientes para alugar equipamentos”, observa o economista.

Em entrevista com Nogueira, o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, previu que 2018 foi o último ano de protagonismo da Lava Jato. Isso não significa que a operação perderá sua força, mas sim que os grandes escândalos já foram descobertos e servirão como referência para investigações posteriores. A operação Lava Jato também exerceu um grande papel em ajudar a restaurar a confiança da população na justiça pública.

Dentre grandes promessas de Jair Bolsonaro, está a reconstituição da segurança pública. Nesse sentido, ele possui um grande desafio de potencializar e consolidar os resultados que a Lava Jato trouxe ao país. Com Sérgio Moro no Ministério da Justiça, essas promessas têm grandes chances de se tornarem realidade.

Além disso, na avaliação de Nogueira, a infraestrutura tem tudo para ser o motor da economia e a boa notícia é que Paulo Guedes está convencido disso. “Embora inicialmente o crescimento do Brasil esteja atrelado ao consumo, o que gera sustentabilidade para esse consumo é o investimento em infraestrutura”, deduz Nogueira.

Paulo Guedes também sabe que o governo não tem dinheiro para obras públicas, portanto não será possível dar conta sozinho de 7 mil obras paradas. Para isso será necessário fechar parcerias com o setor privado.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em novembro de 2018 o Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou aumento de 2,9 pontos, atingindo 84,7 pontos em comparação ao mês anterior. Essa melhora ocorreu na medida em que nos distanciamos do conturbado cenário do mês de maio, durante a greve dos caminhoneiros, e na aproximação do final do período eleitoral. Em relação ao Índice de expectativas (IE-CST), houve aumento de 4,8 pontos, indo para 95,8 pontos.

Luís Artur Nogueira calcula que, nos próximos dois anos, o Brasil tem total condição de crescer de 2 a 3%. “Se a economia crescer 2%, o setor de locação de máquinas terá alta de 20%. Esse crescimento dependerá da agenda reformista do presidente eleito. O PIB potencial na próxima década pode crescer de 2 a 4%, conforme os investimentos a serem feitos em infraestrutura e reformas”, arremata.

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