Construção civil entra em nova fase de expansão

O mercado imobiliário começa a vivenciar uma nova fase de prosperidade. E o setor da construção civil foi um dos mais afetados pela recessão. De 2014 a 2018, recuou 27,7%, mas recentemente esse segmento começou a apresentar números positivos com tendência de crescimento.

No mês de setembro, a Caixa Econômica Federal fez um anúncio que renovou ainda mais as expectativas: a instituição lançou uma linha de financiamento imobiliário atrelado à inflação. Dessa maneira, a taxa mínima para os imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação e no Sistema Financeiro Imobiliário será de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 2,95% ao ano, enquanto a taxa máxima será de IPCA mais 4,95% ao ano.

As taxas valem para os novos contratos e entraram em vigor no dia 26 de agosto. Os contratos de financiamento habitacional com atualização pelo indexador IPCA seguirão as seguintes condições: prazo máximo de 30 anos e quota máxima de financiamento de 80%.

As mudanças valem para o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permitem o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de usar o Fundo.

Antes, os financiamentos eram feitos por uma taxa fixada pela instituição (que variava entre 8,5% e 9,75% ao ano) mais a TR (Taxa Referencial), estabelecida pelo Banco Central, que atualmente está zerada.

Com as mudanças, afirma Daniel Furletti, Economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, se for considerada a inflação de 4,95% mais 2,95%, a taxa atingirá a máxima de 7,9%, percentual menor do que era praticado.

Outro ponto positivo é que a meta da inflação, divulgada pelo Banco Central desde 2018, vem reduzindo, passando de 4,5% a.a., para 3,5% a.a., em 2022.

“Essas mudanças são importantes para aquecer o mercado e gerar novas opções de funding para o setor imobiliário. Além disso, ao vincular os contratos à inflação, o governo e a Caixa Econômica terão melhores condições para a securitização de recebíveis”, diz Furletti.

(Diário do Comércio)

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