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Finanças - APELMAT - Associação Paulista dos Empreiteiros e Locadores de Máquinas de Terraplenagem e Ar Comprimido

A cada minuto, uma empresa é negativada por falta de pagamento

O número de companhias inadimplentes bateu recorde, revela estudo da Serasa Experian. Levantamento de abril de 2016 apontou que 4,4 milhões de empresas estão negativadas, das cerca de 8 milhões em operação no cenário nacional. As dívidas atrasadas totalizam R$ 105,6 bilhões. O número de inadimplentes é o maior já registrado pela Serasa Experian desde que iniciou a medição, em 2015, quando pela primeira vez a inadimplência afetou 3,7 milhões de companhias. Em junho de 2015, verificou-se 3,8 milhões de empresas inadimplentes. De março de 2015 a março deste ano mais de 577 mil se somaram às empresas já negativadas, o que equivale a mais de uma empresa por minuto. Em média, depois de 60 dias com débitos em atraso, a empresa já é negativada nos birôs de crédito.

Por Rafael Santiago e Cristiano Venâncio*

O Brasil vive um cenário econômico incerto. Desde o primeiro ao terceiro setor, as preocupações são notórias em relação ao futuro. Fundamentalmente, tornam-se inevitáveis alinhamentos internos com foco em reposicionamentos institucionais associados ao bom desempenho dos gastos das organizações, uma vez que a demanda vem caindo e as projeções são cada vez mais pessimistas. Há quem diga que a crise gera oportunidades, onde concordamos integralmente, mas antes de se dar uma diretriz de buscar o aumento da demanda em uma organização, é mais prudente fazer o "dever de casa", focando nos processos em que temos maior autoridade.

Por Adão Lopes*

Infelizmente vivemos em uma época em que a corrupção está em toda parte. Para aqueles que acreditam que ela se limita a nossas esferas governamentais, ou a grandes empresas envolvidas em esquemas milionários, só posso dizer que não podiam estar mais enganados.

A corrupção está instalada como um câncer na sociedade brasileira. É no “jeito malandro”, no “jeitinho”, no “não devolver um troco errado”, e é claro, na sonegação de impostos. São nessas coisas cotidianas e procedurais que se encontra a raiz da corrupção.

Segundo Davi Jerônimo, consultor de administração do Sebrae-SP, caso a auto avaliação da empresa mostre que o investimento na renovação da frota é inevitável e que não há recursos próprios para tal finalidade, a alternativa do empréstimo pode ser considerada. “Caso seja realmente necessário, a empresa pode recorrer a bancos públicos, que ainda mantêm taxas de juros mais baixas e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”, orienta. Outras opções seriam as agências de desenvolvimento mantidas pelos governos.

Assim como qualquer decisão de peso dentro de uma empresa, a opção por buscar empréstimos no mercado exige uma prévia “lição de casa” a ser feita dentro da companhia. De acordo com o consultor do Sebrae-SP Davi Jeronimo, muitas empresas não avaliam o que ocasionou essa necessidade por recursos financeiros externos e só conseguem visualizar os efeitos positivos que esse aporte poderá trazer. “Elas só se preocupam com os efeitos, porém, as causas continuam como altos estoques, confissão de patrimônio dos sócios, entre outros”, alerta o especialista.

Confira na tabela abaixo o que deve ser considerado para compor o valor de locação

Com a orientação e supervisão do consultor de administração do Sebrae-SP e professor na Universidade Paulista (Unip) Davi Jeronimo, a Revista Apelmat/Selemat elaborou uma tabela com os principais itens que devem fazer parte do cálculo do custo de locação. 

Por Dora Ramos*

Reflexo da crise no país, o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), capaz de medir o número de empresas endividadas, apontou alta de 9,57% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Para não ser tão afetado pela situação econômica do país, o ideal é que o empresário tome medidas preventivas, como desenvolver um planejamento e ter o controle administrativo.

Para empresas que estão sofrendo com a saúde financeira, o primeiro passo para iniciar o tratamento de recuperação e seguir a rota da rentabilidade é analisar a demanda.

Essa é a dica de Marcio Gabrielli, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). “O locador tem que ver quantos ativos tem disponíveis para aluguel e se isso é compatível com a procura. Se há ativo ocioso ou se não existe demanda, o caminho é se desfazer”, diz. “Se não tem ativo ocioso, ele precisa observar o que está sendo usado e se está perdendo dinheiro ou não.”

Advogado lista principais medidas legais que as instituições podem utilizar para economizar e diminuir despesas, sem precisar recorrer às demissões

O desemprego é um dos principais fantasmas da crise financeira. No Brasil, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que a taxa de desemprego atinja 7,1% em 2015 e 7,3% em 2016, mantendo um ritmo de crescimento pouco desejado. Uma das principais alternativas adotadas pela maioria das empresas, em momentos de recessão, é o corte no quadro de funcionários, visando diminuir os custos e despesas. No entanto, não precisa ser assim. O especialista em direito público da Bertolucci & Ramos Gonçalves Advogados, Marcus Vinícius Ramos Gonçalves, explica que há formas mais interessantes de cortar gastos, sem comprometer o emprego dos colaboradores. "Existem relevantes questões tributárias que podem ser debatidas nestes tempos de crise e que, certamente, proporcionarão importante economia". Veja abaixo as cinco dicas do especialista.

Prazo e custo do financiamento são detalhes que podem se tornar armadilhas para a saúde financeira da empresa

 

Segundo Marcio Gabrielli, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), para evitar prejuízos, é importante considerar o custo de um empréstimo no cálculo do valor de locação do equipamento. “O gestor deve considerar todos os custos da máquina para fazer o preço de locação, inclusive o do financiamento feito para adquiri-la”, diz.

O tempo de um financiamento pode esconder perigos. “Um prazo curto exige fôlego financeiro”, alerta Gabrielli. Sem essa folga para fazer o pagamento no período em questão, cresce o risco de inadimplência e suas consequências, assim como a tentação de cair em um novo empréstimo para cobrir a dívida.

Nos últimos 10 anos a carga tributária brasileira aumentou 5,01%, passando de 30,03% para 35,04%, a arrecadação tributária subiu para 264,49% e as alterações legais diárias são cerca de 40. Para Leonel G. Nogueira Jr, CEO da Global TI, o maior problema nesse cenário é que as empresas não estão preparadas. “Dados do Fiscosoft, em uma pesquisa com 570 empresas, mostram que em torno de 41,1% das empresas atuam com sistemas desatualizados, 61,8% já recolheram contribuições de forma incorreta”, aponta.


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